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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Guanaaní Hostel, o lar doce lar da Ilha

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Antes de te contar sobre o Guanaaní Hostel tenho que te apresentar os sócios que abriram as portas e o coração desse casarão histórico aos hóspedes do mundo todo.




Caio Perim de 26 anos e Mainá Loureiro Ferreira de 25 são as mentes criativas do Guanaaní, ambos eram viajantes e depois de um tempo pelo mundo se reencontraram em Vitória e num papo de boteco viraram sócios. Apesar da aparente descontração essa parceria está solidificada em uma amizade de mais de 10 anos.


O casarão europeu de 1929 é da família do Caio, após a reforma todos os móveis antigos foram mantidos nos ambientes, proporcionando aos hóspedes a experiência de estar em contato com toda a bagagem histórica do local.  



Aliás, história, arte e cultura são os pilares desse espaço. Do nome à edificação tudo respira conceito e contexto. Não poderia ser diferente, pois ambos os sócios tem formação em comunicação, a Mainá é de Publidade e Propaganda e o Caio de Rádio e TV.


O nome de batismo do hostel resgata as origens indígenas do Estado. Tempos em que os índios Goitacazes mantinham longe todos que se aproximavam de sua Guaananira - a ilha da doçura - considerada um paraíso de águas doces e abundantes. É essa parte da história da ilha de Vitória que o nome Guanaaní abriga em si, e que está expressa em toda a identidade visual do hostel.



Reunir a figura do índio o do escravo em um casarão tipicamente europeu é um dos contrastes que o Caio e a Mainá propõem como forma de aproximação dos hóspedes do popular, do que é típico do povo capixaba, que é o resultado dessa mistura, do diálogo cultural entre as tradições indígenas e as influências da imigração africana e europeia.


Para fazer amigos e falar outros idiomas


Nada como se hospedar em um hostel para fazer amizades e dá aquela praticada em outro idioma, no Guanaaní não é diferente, pois dois hospedes “permanentes” fazem a alegria da casa. O malásio Kumanavannan Rajendran e a colombiana Carolina Serna. 

Outro gringo integrante da galera do hostel é o americano Grant Ligel, o guia que realiza as excursões para quem quer conhecer melhor a ilha e o estado.



Kuma, Carol e Grant.



Arte daqui e de lá


No hostel os espaços são utilizados para divulgação e comercialização de arte capixaba e também estrangeira.

Os artistas capixabas que estão em exposição no hostel no momento são  Leo Merçon com as fotos do Projeto Últimos Refúgios , Flávio Garcia e as esculturas do Aramesse, pinturas do Felipe Borba, da Thais Apolinário e do Thiago Balbino.




Como parte da decoração estão os graffitis de Felipe Borba, Thais Apolinário, Thiago Balbino, Luhan Gaba, Cristiane Monteiro (Crica) e Miq Miquéias.

Crica Graffiti






Representando a arte estrangeira estão os artesanatos Kunza da chilena Paula Hoffman.





Lar doce lar


O hostel tem capacidade para até 25 pessoas, há quartos mistos para 4, 6 e 8 pessoas, 1 quarto feminino para até 4 moças, e mais 1 quarto de casal. Mais sala de estar, 1 lavado, 2 banheiros, sala de jantar, e varandas.


Café da manhã incluso na diária, wifi, lockers, cozinha coletiva, exibição de filmes, empréstimo e troca de livros e um super nintendo. A diária é a partir de R$ 35.





A recepção funciona de 7h as 23h, e as regras da casa são simples: pense que você está na casa de um amigo muito querido, se abrir feche, se sujar lave, fume nas áreas designadas, respeite o clima da casa. Drogas não são permitidas.





Há também a opção adicional de fazer passeios e excursões guiadas pelo Grant pelas praias e montanhas do ES. Você pode conferir as opções de tours no catálogo disponível no hostel ou online no Life In Vitória , fotos dos passeios já realizados você encontra aqui!







Álbum de fotos do hostel no facebook e na galeria do site




Um doce calor


O hostel tem até o seu próprio drink, um shot chamado “Sweet Heat” o Caio e a Mainá disseram que todo hóspede vai  poder provar desse doce calor ao se hospedar no Guanaaní.Também quero heim!


A receita do drink foi criada especialmente para recepcionar os participantes do Samba Crawl - um evento que rolou no hostel, mas o drink fez tanto sucesso que será o “Seja bem vindo” da casa!







O que vem por ai


Dentre as novidades estão mais 1 quarto que será individual e já está sendo reformado; uma lojinha com artigos do agroturismo e outros produtos típicos do estado;  e por fim, mas não menos importante than than... um bar.





Endereço: Rua Coronel Monjardim, 49, Centro, 29015-500, Vitória.
Telefone: 027 3233-4455




Créditos fotos:
Caio e Mainá por Savya Alana
Guanaaní Hostel - casarão vista aérea, chegada, drink, grafitti, recepção, identidade visual, Kuma e Grant.
Carolina Serna por Renan Rebello.



*Este post não é uma publicidade.
* As imagens que foram retiradas dos respectivos sites e fanpages dos mencionados foram creditada e linkadas.
*Proibido o uso do texto sem prévia autorização da autora.
*Contato madeincapixaba@gmail.com


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Savya se pudesse levantava voo e fazia um ninho em cada cidade desse mundão. Por enquanto fica por aqui levando sorrisos para todos. Gosta dos detalhes do jornalismo, da multiplicidade da internet e da instabilidade do turismo. Vegetariana, curiosa e aventureira. Não acredita em mágica para vencer na vida, mas acredita que tudo pode ser resolvido de algum modo criativo e bem humorado.
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sábado, 16 de agosto de 2014

Like Indiana Jones na Gruta do Limoeiro

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Quem curte curtia aventuras "arqueológicas" tipo as do Indiana Jones (Os Caçadores da Arca Perdida) e do Rick O'Connell  (A Múmia) vai curtir demais visitar a Gruta do Limoeiro.




Eu já visitei uma gruta em Ouro Preto (MG) que tinha um cheiro muito forte de enxofre e não consegui chegar aos salões mais profundos por conta do cheiro, o que não é o caso dessa nossa gruta que fica na cidade de Castelo (ES) no sul do estado.




Para viver essa aventura vá  com roupas confortáveis e que possa sujar sem frescura (só vai sujar se você ficar a vontade), ir de tênis e usar um pouquinho de repelente também fará bem. Ah detalhe, rola de esbarrar com umas baratinhas por lá nada demais¹, e também tem coco de morcego nada demais². Não deixe que esses pequenos detalhes te desanimem de viver essa aventura - que é leve, eu garanto!

Chegada da Gruta do Limeiro.


Ademais porque a Gruta do Limoeiro é patrimônio histórico do Estado desde 1984. Estudos arqueológicos e antropológicos realizados por uma equipe de pesquisadores da Ufes descobriram ossos de homens com mais de 4.500 anos, que se mantiveram conservados em petrificação porque a gruta é fruto de um vulcão extinto. Não vou contar toda a história aqui para você ouvir diretamente de um dos guias da gruta, que são moradores da região e sabem as histórias e lendas na ponta da língua.






O próprio nome da gruta já é uma curiosidade e tanto, conta-se que que fiéis da região - imigrantes italianos em torno dos anos 1888 -  rezavam ao pé de um pé de limão porque não tinham igreja, daí o nome Gruta do Limoeiro.

A entrada da gruta se dá pela Pedra do Sino, que têm seis metros de altura e leva esse nome por emitir a mesma sonorização metálica do artefato.  E há também o mistério em torno das imagens de Nossa Senhora de Lourdes e da Santa Bernadete.



Dentro da gruta há vários salões, porém nem todos estão abertos à visitação, a (o) guia vai explicar os porquês dos demais estarem fechados e ainda inexplorados, o de número 4 por exemplo têm seus perigos. 

A guia Karla Santos Silva.


A gruta é viva e está em plena transformação! São várias as formações rochosas originadas pela solidificação da água em contato com o calcário, como as estalactites, as estalagmites, o mármore cinza e o arenito.



Outro encanto desse sítio arqueológico são as esculturas de animais esculpidas pelos índios Puri-Coroados, formas como as de cachorro,  tartaruga ou será uma raia?! e uma cobra.






Sobre as pichações nas paredes, a guia me explicou que até foram realizadas tentativas de apaga-las só que o processo estava danificando as rochas e por isso foi cessado. 

A gruta faz parte do Centro de Visitação Gruta do Limoeiro que é composto por um Memorial as escavações e descobertas históricas. Pelo Paiol da Gruta, que realiza o agendamento de visitas e também comercializa os artesanatos e os produtos da agroindústria local.

Chegada do Centro de Visitação Gruta do Limoeiro.

Memorial, conta com fotos da escavação de 1979

Paiol da Gruta


Rio de frente a gruta.



Sugestões

Duas trilhas que não podem faltar na sua playlist de aquecimento para viver essa aventura, esta Tema Indiana Jones e La Momia.

Leve a criançada no Dia do Índio, no dia 19 de abril, sempre tem programação especial no centro.



Visite a Gruta do Limoeiro
Atendimento de terça a domingo, de 9:00 às 16:00.
Contato: 28 9986 1542 (Paiol da Gruta)
Está 15 km do centro de Castelo.
Av. Nossa Senhora da Penha, 103 - Centro - Cep: 29360-000 - Castelo - ES.



Ei! Se te convenci volte para me contar como foi a visita ! rs :*


Estive na Gruta do Limoeiro assessorando a Consultora de Viagens Ivana Ruy do #BlogIvanaRuy, este é o post dela sobre a gruta, então não poderia deixar de agradecer muitíssimo pela oporunidade ♥

Até o próximo post!


*Todas as fontes estão devidamente linkadas.
*Somente a foto da escavação não é de minha autoria e está linkada ao Portal de Castelo onde encontra-se disponibilizada.
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Savya se pudesse levantava voo e fazia um ninho em cada cidade desse mundão. Por enquanto fica por aqui levando sorrisos para todos. Gosta dos detalhes do jornalismo, da multiplicidade da internet e da instabilidade do turismo. Vegetariana, curiosa e aventureira. Não acredita em mágica para vencer na vida, mas acredita que tudo pode ser resolvido de algum modo criativo e bem humorado.
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segunda-feira, 7 de julho de 2014

Artesanatos do Seu Preto

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Foi conferindo os artesanatos capixabas na Expotur 2014 que eu conheci o Sr Seu Preto, cheio de boa vontade para uma prosa e muito atencioso, me falou não somente do seu trabalho artístico, mas também dos artesanatos dos colegas que dividiam o stand com ele.

Faz uns 4 anos que Seu Preto faz objetos e móveis a partir de peças de metal reciclado, o hobbie despretensioso virou arte. Engrenagens, correntes, pregos, e tudo o mais ganham imagem e figura nas mãos do Seu Preto, a mágica acontece no atêlie dele lá em Irupi na região do Caparaó (ES). 

O sonho do Seu Preto é comprar um ônibus e adaptá-lo como uma oficina e rodar por aí vendendo suas peças e fazendo novas amizades.

Seu Preto é o Sr Antônio dos Reis e quem quiser conhecer mais o trabalho dele pode visitar o perfil dele no facebook/antoniosdospreto, escrever um e-mail pretoartesanatos@hotmail.com, ou dá um Alô no (28) 9-9975-7332.


Bicicleta que também é um relógio.


Seu Preto - Sr Antônio dos Reis.



Mesa feita de engrenagens e correntes.

Pequenos objetoos.


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