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terça-feira, 7 de abril de 2015

Caravana Rolidey chega a Vitória

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O evento conta com lançamentos de livros e debate papo sobre literatura independente


A Editora Cousa em parceria com o site Livros por Lívia trazem para o Espírito Santo a Caravana
Rolidey. Os escritores Erre Amaral (MG), Manoel Herzog (SP) e Orlando Lopes (ES) irão falar
sobre as suas experiências com a literatura independente, desde a produção até a circulação de seus livros. Participarei na mediação do debate papo que acontecerá no dia 9 de abril, às 19h, na Biblioteca Pública Estadual.

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terça-feira, 11 de novembro de 2014

o coração na boca #4

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As dicas da Lívia dessa participação estão lindas! Já estou louca para ler  Veneno Paraíso de Isabella Bimbatto um romance pulsante em cor entre uma dançarina e um jornalista, tudo em voz alta

Têm também mulheres expressivas e inspiradoras em A Capitoa de Bernadette Lyra que traz um resgate histórico e uma homenageia a uma capixaba em especial. Descubra tudo e mais a seguir, boa leitura!



Veneno Paraíso - Isabella Bimbatto, Ayla Lourenço e João Chagas (Secult / 2013)
Veneno Paraíso é uma explosão de cores, rabiscos, formas, texturas e letras. Mas todo esse caos é organizado para contar a história de um casal peculiar que nos é apresentado antes do livro começar. Ela é Penélope, dançarina de boate, olhos de ressaca e cabelos inconstantes. Ele, não se sabe o nome, mas é jornalista, alto, magro demais e cabelos bagunçados por debaixo do chapéu.

A história em quadrinhos, que não é estruturada em quadros, obedece às próprias regras e extrapola a página formando verdadeiros painéis independentes. Os quadros se misturam e o texto é como um guia em primeira pessoa, que, no caso, é a voz e os pensamentos do jornalista. 

                     
                     





A Capitoa - Bernadette Lyra (Editora Leya/2014)
Mais uma obra de Bernadete Lyra sobre uma personagem histórica do Espírito Santo, dessa vez a homenageada é Luiza Grinaldi, primeira mulher brasileira a comandar uma capitania e, por isso, apelidada de A Capitoa. Com poucos registros históricos, Bernadette cria uma história fantasiosa para a personagem, que na verdade poderia ser a história de qualquer mulher forte.
Capitoa faz parte de uma trilogia que começou com A panelinha de breu, que faz uma paródia com a história de Maria Ortiz. A terceira personagem Bernadette não revela, só espera que a história não demore muito para se configurar, “eu sonho com poder passar uns meses em uma cidadezinha capixaba, só escrevendo. Quem me dera”, revela.









Jornalista cultural no Século Diário e arrisca-se na crítica literária no blog www.livrosporlivia.com

Vez ou outra faz participação especial sob o título "o coração na boca"  dicas literárias para os leitores conhecerem melhor os escritores que estão produzindo no Espirito Santo.

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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

O divertido mundo mágico de Escher

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A monitora Carol dá um clique para você levar para casa uma versão personalizada do País da Maravilha de Alice.


Estive na exposição "O mundo mágico de Escher" e nossa como eu me divertir, ilusões de óptica, perspectivas múltiplas sempre me chamaram atenção, porém ver as obras de Escher é bem mais legal do que eu podia imaginar, pois não são truques tecnológicos e sim cálculos matemáticos formando um complexo quebra-cabeça.

Minha amiga Lívia,  a dica é se possível ir acompanhada (o) ou pedir ajuda dos monitores para fazer as fotos!


 A exposição conhecida mundialmente originalmente intitulada de "The Magical World Of Escher"
está no estado com cerca de 95 obras do artista, são desenhos originais, gravuras,  xilogravuras e litografias, além de obras interativas que proporcionam experiências de efeitos ópticos e de espelhamento.



A combinação de diferentes realidades numa mesma obra é o ponto marcante de Maurits Cornelis Escher, que é um artista holandês que viveu entre 1898 e 1972.



Através do realismo e da ilusão, Escher, expressa eternidade e infinitude, produzindo metáforas cativantes que você só vai perceber num piscar de olhos, num instante a mais de observação.

Obra Dia e Noite

Esta é uma das obras mais conhecidas de Escher,  o Autorretrato em esfera espelhada, uma litografia de 1935. Ao lado o meu selfieretrato no quarto ambientado na exposição que proporciona essa experiência.





Se eu ainda não consegui te instigar a ver a exposição saiba que ela é também uma das celebridades da inauguração do tão esperado  Centro Cultural Sesc Glória ainda inacabado! , portanto a exposição está ocupando o 4º, o 1º, e o térreo de um dos patrimônios arquitetônicos mais belos do centro histórico de Vitória.


Endereço: Av. Jerônimo Monteiro, 428 Centro, Vitória.
Informações e agendamentos de grupos: 3223-0720
Data: até 30/12
Horário: Terça a sexta das 09h às 20h. Sábado e Domingo das 10h às 19h.
Entrada: R$ 5 inteira e R$ 2 reais meia (carteirinha do Sesc, acima de 60 anos e estudantes).


*Este post não é uma publicidade.
*foto obra autorretrato - divulgação.
*Proibido o uso das imagens e do texto sem prévia autorização da autora.
*contato madeincapixaba@gmail.com



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Savya se pudesse levantava voo e fazia um ninho em cada cidade desse mundão. Por enquanto fica por aqui levando sorrisos para todos. Gosta dos detalhes do jornalismo, da multiplicidade da internet e da instabilidade do turismo. Vegetariana, curiosa e aventureira. Não acredita em mágica para vencer na vida, mas acredita que tudo pode ser resolvido de algum modo criativo e bem humorado.
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terça-feira, 23 de setembro de 2014

o coração na boca #3

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Nesta semana, as dicas literárias falam sobre o universo feminino. O primeiro Todas elas, agora, de Francisco Grijó, é uma visão masculina sobre as mulheres, na obra há mulheres de todos os tipos, putas, santas, assassinas, lésbicas, inteligentes, passionais... Já os contos de Sarah Vervloet traz a visão sensível e minuciosa da escritora estreante, que têm nas coisas simples do cotidiano a matéria prima para sua ficção.




Todas elas, agora - Francisco Grijó (Editora Cousa/2013)

Grijó é outro conhecido da literatura produzida no Espírito Santo. As mulheres são as grandes

personagens por trás das obras do escritor, que desta vez decidiu reunir todas elas em um só

livro. Os contos passeiam entre o erótico e o ponográfico e mostra toda a versatilidade de

Grijó ao criar diversos tipos de narradores.

Site do autor ipsislitteris.opsblog.org , na rede facebook/FranciscoGrijó.


Flashes do cotidiano - Sarah Vervloet (Secult/2013)


Contos e Microcontos é feito de histórias curtas e curtíssimas. Apesar de ser um pequeno livro,

ele pede uma leitura lenta e minuciosa. Ler esses contos apenas uma vez não basta, é preciso

relê-los para tentar absorver seus detalhes. A coletânea de pequenos contos, primeiro livro de

Sarah Vervloet, revela uma literatura muito sensível.

Blog da autora chadechama.wordpress.com.













Lívia Corbellari

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terça-feira, 16 de setembro de 2014

o coração na boca #2

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Heródoto, IV, 196 - Reinaldo Santos Neves





O escritor Jorge Luis Borges imaginou sua biblioteca ideal no conto A Biblioteca de Babel, um

local infinito onde a realidade e a ficção se confundiam. Inspirado nos contos do argentino,

Reinaldo Santos Neves também criou sua “biblioteca de preferências”. Em seu novo livro,

Heródoto, IV, 196, Reinaldo cita autores e livros cuja leitura o ajudou a se tornar escritor e que

contribuíram em suas obras.


Heródoto, IV, 196 nasceu a partir de um sonho. O sonho lhe deu toda a trama do primeiro

conto, Mistério na montanha. “Essa história tem como um dos temas o conflito entre as

dimensões sonho e vigília e ficção e realidade. Depois dele, fiquei obcecado pelo tema da vida

literária”, conta Reinaldo.


Na obra, apenas nove dessas 20 histórias serão publicadas, os outros estão separados para

uma próxima publicação. Na época em que começou a escrever o livro, Reinaldo lia a obra

completa do escritor Jorge Luis Borges e, por isso, muitos seguem a linha narrativa comum aos

textos do autor argentino.


Gotas – Isabella Mariano



Os versos de Isabella Mariano são pequenas doses de sentimento que precisam ser bebidas

num gole só. Gotas (2013) é um livro de poemas curtos e rápidos de ler. A escritora fala de

diversos temas como o amor, a poesia, a cidade, a alegria, a tristeza, a juventude e o humor,

de forma informal e simples.


Essa sutileza da poesia de Isabella é que dá graça ao livro. Como em toda a obra de poemas,

alguns versos vão encantar mais que outros, e cada leitor irá se envolver de uma maneira

diferente. A obra também faz lembrar os poemas de Paulo Leminski, que fazia poesia bela e

acessível a todos.







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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

o coração na boca #1

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Começamos o mês de setembro com o pé direito nas novidades, estreia hoje a primeira edição do blog, a o coração na boca. Ocasionalmente, teremos dicas literárias para os leitores conhecerem melhor os escritores que estão produzindo no Espirito Santo. E quem vem assinar esse título especial é a Lívia Corbellari, uma jornalista cultural que já tem uma história super legal em outros veículos e projetos aqui no Estado, acessem Livros por Lívia para conferir! O nome da coluna é uma homenagem da Lívia a um escritor muito querido por ela, o Sérgio Blank, que inclusive está nesta primeira edição da participação. O cOraçãO na bOca é nome de um poema homônimo
de Blank, que se encontra no livro A Tabela Periódica. Boa leitura!



Opala Negra

A princípio Bento parece ser o protagonista da história de pistolagem e garimpo do livro Opala Negra (2013 / Pedregulho), de Marília Carreiro. Mas o moço de origem humilde, que herda a fazenda do pai distante, é apenas um narrador. Bento é cauteloso, dócil e se deixa levar pelo destino. Ele se limita a narrar, com traços de onisciência, a vida do pistoleiro Justino e de todos aqueles que o cercam.

Já no começo do livro vem um alerta ao leitor: nem tudo é ficção em Opala Negra. O livro é inspirado em causos recorrentes no noroeste do Espírito Santo e parte de Minas Gerais por volta de 1960. Na trama, Bento tinha sonhos que eram ‘confirmados’ por boatos de que naquelas terras havia uma grande pedra preciosa, “que causaria discórdia entre muitos e ganância em quem soubesse de seu achamento.” (p. 18).


Com a linguagem próxima a fala das gentes do interior, a escritora vai contando sua história com malemolência. A narrativa chega a dar pistas de que uma grande tragédia irá acontecer e lhe deixa ansioso por uma reviravolta do começo ao fim.

Com o belíssimo trabalho de Thiago Manauara, o livro Opala Negra ganhará uma versão ilustrada ainda este ano. Além da diagramação, que é um projeto novo, com tipografia desenhada à mão, inspirada em um lettering capixaba de 1920 da revista Vida Capichaba e inserção de ilustrações durante o livro.

Leia uma prévia do livro online -> 1° capítulo

Os Dias Impares



Sérgio Blank e seus versos sonoros e irônicos influenciaram toda uma geração de escritores do Espírito Santo, nas décadas de 80 e 90. Com a sua bibliografia fora de circulação e sem material inédito publicado desde 1996, Blank resolveu ressuscitar seus poemas. Em parceria com a Editora Cousa, ele reuniu todos eles em uma só obra: Os Dias Ímpares (Cousa/2011). A coletânea inclui os livros Estilo de ser assim, tampouco (1984), Pus (1987), Um, (1988), A Tabela Periódica (1993), Vírgula (1996) e dois poemas avulsos: "A torto e a direito" e "aos que mordem sem latir".
Como prova da sua importância, seus versos já foram tema de uma dissertação de mestrado apresentada na Ufes por Sinval Paulino, que se transformou no livro Sol, solidão: análise da obra de Sérgio Blank, publicado em 2007.

Procurei resenhar - sem sucesso - toda a obra de Blank, mas não consigo traduzir a sensibilidade de seus poemas. Deixo então que o poeta fale por si: “Escrevo por uma necessidade de mostrar quem eu sou, o que eu sinto, minhas dúvidas”. Blank também conta que seu processo de criação envolve um olhar ao redor com mais gentileza e criticidade. Além disso, não é só escrever e sim “burilar o texto” até que ele ganhe a forma desejada. “Minha proposta é incentivar esse olhar mais carinhoso das pessoas para ver se o mundo melhora um pouquinho”, diz ele com sua voz suave.


 





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